Sobre o post

Informação do Autor

Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduando em MKT pela FGV. Trabalhei por quase 5 anos na gerência de Comunicação da Metodista, e migrei para área pública em 2009, na Prefeitura de São Bernardo do Campo, onde estou aprendendo muito sobre o universo público e relações públicas governamentais. Na PMSBC, além do cerimonial, trabalho como assessor no Gabinete do Prefeito.

Steven Tyler no Super Bowl – Gafe na execução do Hino Nacional

O Super Bowl (campeonato de futebol americano) é o maior evento e também o de maior audiência televisiva dos Estados Unidos. Este ano, segundo dados que revelam a proporção do evento, na final do campeonato cerca de 111,3 milhões de pessoas assistiram o jogo, gerando 12,2 milhões de comentários em redes sociais, um aumento impressionante de 578% em relação ao ano passado. Segundo dizem as pesquisas, é o 2º evento no qual há maior consumo de comida e bebida nos EUA, perdendo somente para o Dia de Ação de Graças.

Como tradição, tanto para abertura dos jogos, com a execução do Hino, quanto no intervalo com mega shows, são convidados grandes astros para alavancarem ainda mais a audiência. Entre os famosos, citamos de Tony Bennett, passando por New Kids On the Block, estourando com Michael Jackson, Rolling Stones e, neste ano, a presença de Madonna.

Mas onde entra a pauta de cerimonial no super bowl? Exatamente na tradição da abertura dos jogos. No mês passado, o vocalista do Aerosmith e jurado do programa “American Idol”, Steven Tyler, recebeu diversas críticas pelo modo especial que cantou o Hino Nacional americano no início do jogo entre o Baltimore Ravens com o New England Patriots, no dia 22 de janeiro, que valia uma vaga na final do campeonato de futebol, conhecida como Super Bowl. A “ousadia” típica de um show do Aerosmith não agradou muito e, já durante a transmissão ao vivo na televisão, era possível ouvir vaias e ver pessoas fazendo caretas para a performance:

Mas Tyler, em entrevista ao American Idol diz não entender todo o alarde. “Eu não sei. Como eu disse antes, eu coloquei ênfase em algumas passagens do hino, eu não estava mexendo com a tradição norte-americana”, Explicou. A repercussão ainda gera muita polêmica nas redes sociais, especialmente no twitter:

Gafes semelhantes já apareceram em outras edições do campeonato; “Christina Aguilera erra letra de hino americano durante show.”

Quantos astros da música vão precisar “assassinar” o Hino Nacional até que os organizadores de eventos públicos percebam que essa prática é arriscada e pode gerar péssimos resultados? No Brasil, é só lembrarmos da cantora Vanusa, que errou vários trechos do Hino Nacional quando foi convidada para cantá-lo na Assembléia Legislativa de SP e, depois de receber muitas críticas, culpou a labirintite pelo incidente. Outro caso também de imagem negativa, foi com o cantor sertanejo Luan Santana na abertura da São Paulo Indy 300.

O que a lei exige é que em qualquer caso deve ser garantido o “devido respeito”. Para conferir todas as regras referente à execução de hinos, canto, postura, palmas, bonés, atitude, uma dica de um site bem interessante é o patriotismo.org.br.

 

Fontes de pesquisa: youtube | Wikipédia | google

Site: Nohuddle

 

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5 Respostas para “Steven Tyler no Super Bowl – Gafe na execução do Hino Nacional”

  1. Às vezes, informalidade demais pode gerar gafes e outros tropeços…nunca é demais seguir o protocolo em eventos especiais e de grande audiência, né? Ou mesmo pautar a pessoa que vai "assassinar", ops…digo, cantar o hino de um país. Abs, @carolterra.

    10 de fevereiro de 2012 at 10:39 Responder
    • fabiopolisel #

      É isso aí Carol, ponderação é tudo! Nem sempre o astro pop do momento é necessário para alavancar a audiência neste momento de execução do Hino, acho que show é um coisa e protocolo é outra. Com essa moda, já imagino até o Michel Teló cantando o nosso Hino em algum grande evento Nacional, como a F1, ao final após o "(…) pátria amada Brasil" ele vai soltar um "ai se eu te pego"…rs Obrigado pelo comentário!

      10 de fevereiro de 2012 at 11:28 Responder
  2. Nossa, não tinha visto essa parte do Super Bowl. rs… realmente a informalidade nessas horas só atrapalha, ainda mais quando se mexe com um símbolo para a população, como são os hinos.
    Um ponto interessante do Super Bowl foi a montagem do palco para o show da Madonna, em menos de 10 minutos. Foi uma aula de como ser ágil e eficiente! Espero que o Brasil possa aprender com essa estrutura para os próximos eventos esportivos.
    Aliás, estava discutindo com meu professor de eventos outro dia sobre como será abertura e a música oficial da Copa, já que vai representar o país pro mundo inteiro. Será que essa ideia do Michel Teló vai virar realidade? rs…

    10 de fevereiro de 2012 at 13:14 Responder
  3. Acho que é muita tempestade em copo d'água!

    Quando se chama um artista como o Steven Tyler para cantar qualquer música é porque queremos ver a "versão Steven Tyler" da música! Ele não errou a letra e cantou do mesmo jeito que ele cantou a vida inteira. Se quisessem que ele entrasse e cantasse o hino do jeito que é a execução oficial… que se colocasse um CD com a versão oficial e pronto! Sairia mais barato e evitaria discussões.

    1 de março de 2012 at 15:02 Responder
    • fabiopolisel #

      Olá Thierri, agradeço o comentário e com muito respeito te digo que concordo em partes com você. Explico; Steven Tyler, assim como diversos outros artistar POP do mundo aplicam a sua marca na execução e interpretação das músicas, alguns de forma mais tímida, outros mais soltos como no caso do Steven, isso faz com que o artista crie a sua identidade, a "versão Steven Tyler" como vc diz.

      Sem dúvidas a presença de artistas atraem a atenção de multidões, diferente da execução de um CD oficial do Hino que pode ser tocado em outras solenidades diferente de uma festa tão grande e pupular que é o Super Bowl, a questão é que não se trata apenas de uma música qualquer, é o som que representa o país, o Hino Nacional. E se os próprios Americanos repudiaram tal apresentação, fica evidente que é questão de respeito, de ser patriótico e manter a informalidade até um limite. O famoso bom senso.

      Obrigado, e aguardo sua crítica nos próximos posts!

      7 de março de 2012 at 9:54 Responder

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