O Super Bowl (campeonato de futebol americano) é o maior evento e também o de maior audiência televisiva dos Estados Unidos. Este ano, segundo dados que revelam a proporção do evento, na final do campeonato cerca de 111,3 milhões de pessoas assistiram o jogo, gerando 12,2 milhões de comentários em redes sociais, um aumento impressionante de 578% em relação ao ano passado. Segundo dizem as pesquisas, é o 2º evento no qual há maior consumo de comida e bebida nos EUA, perdendo somente para o Dia de Ação de Graças.
Como tradição, tanto para abertura dos jogos, com a execução do Hino, quanto no intervalo com mega shows, são convidados grandes astros para alavancarem ainda mais a audiência. Entre os famosos, citamos de Tony Bennett, passando por New Kids On the Block, estourando com Michael Jackson, Rolling Stones e, neste ano, a presença de Madonna.
Mas onde entra a pauta de cerimonial no super bowl? Exatamente na tradição da abertura dos jogos. No mês passado, o vocalista do Aerosmith e jurado do programa “American Idol”, Steven Tyler, recebeu diversas críticas pelo modo especial que cantou o Hino Nacional americano no início do jogo entre o Baltimore Ravens com o New England Patriots, no dia 22 de janeiro, que valia uma vaga na final do campeonato de futebol, conhecida como Super Bowl. A “ousadia” típica de um show do Aerosmith não agradou muito e, já durante a transmissão ao vivo na televisão, era possível ouvir vaias e ver pessoas fazendo caretas para a performance:
Mas Tyler, em entrevista ao American Idol diz não entender todo o alarde. “Eu não sei. Como eu disse antes, eu coloquei ênfase em algumas passagens do hino, eu não estava mexendo com a tradição norte-americana”, Explicou. A repercussão ainda gera muita polêmica nas redes sociais, especialmente no twitter:
Gafes semelhantes já apareceram em outras edições do campeonato; “Christina Aguilera erra letra de hino americano durante show.”
Quantos astros da música vão precisar “assassinar” o Hino Nacional até que os organizadores de eventos públicos percebam que essa prática é arriscada e pode gerar péssimos resultados? No Brasil, é só lembrarmos da cantora Vanusa, que errou vários trechos do Hino Nacional quando foi convidada para cantá-lo na Assembléia Legislativa de SP e, depois de receber muitas críticas, culpou a labirintite pelo incidente. Outro caso também de imagem negativa, foi com o cantor sertanejo Luan Santana na abertura da São Paulo Indy 300.
O que a lei exige é que em qualquer caso deve ser garantido o “devido respeito”. Para conferir todas as regras referente à execução de hinos, canto, postura, palmas, bonés, atitude, uma dica de um site bem interessante é o patriotismo.org.br.
Fontes de pesquisa: youtube | Wikipédia | google
Site: Nohuddle












Às vezes, informalidade demais pode gerar gafes e outros tropeços…nunca é demais seguir o protocolo em eventos especiais e de grande audiência, né? Ou mesmo pautar a pessoa que vai "assassinar", ops…digo, cantar o hino de um país. Abs, @carolterra.
É isso aí Carol, ponderação é tudo! Nem sempre o astro pop do momento é necessário para alavancar a audiência neste momento de execução do Hino, acho que show é um coisa e protocolo é outra. Com essa moda, já imagino até o Michel Teló cantando o nosso Hino em algum grande evento Nacional, como a F1, ao final após o "(…) pátria amada Brasil" ele vai soltar um "ai se eu te pego"…rs Obrigado pelo comentário!
Nossa, não tinha visto essa parte do Super Bowl. rs… realmente a informalidade nessas horas só atrapalha, ainda mais quando se mexe com um símbolo para a população, como são os hinos.
Um ponto interessante do Super Bowl foi a montagem do palco para o show da Madonna, em menos de 10 minutos. Foi uma aula de como ser ágil e eficiente! Espero que o Brasil possa aprender com essa estrutura para os próximos eventos esportivos.
Aliás, estava discutindo com meu professor de eventos outro dia sobre como será abertura e a música oficial da Copa, já que vai representar o país pro mundo inteiro. Será que essa ideia do Michel Teló vai virar realidade? rs…
Acho que é muita tempestade em copo d'água!
Quando se chama um artista como o Steven Tyler para cantar qualquer música é porque queremos ver a "versão Steven Tyler" da música! Ele não errou a letra e cantou do mesmo jeito que ele cantou a vida inteira. Se quisessem que ele entrasse e cantasse o hino do jeito que é a execução oficial… que se colocasse um CD com a versão oficial e pronto! Sairia mais barato e evitaria discussões.
Olá Thierri, agradeço o comentário e com muito respeito te digo que concordo em partes com você. Explico; Steven Tyler, assim como diversos outros artistar POP do mundo aplicam a sua marca na execução e interpretação das músicas, alguns de forma mais tímida, outros mais soltos como no caso do Steven, isso faz com que o artista crie a sua identidade, a "versão Steven Tyler" como vc diz.
Sem dúvidas a presença de artistas atraem a atenção de multidões, diferente da execução de um CD oficial do Hino que pode ser tocado em outras solenidades diferente de uma festa tão grande e pupular que é o Super Bowl, a questão é que não se trata apenas de uma música qualquer, é o som que representa o país, o Hino Nacional. E se os próprios Americanos repudiaram tal apresentação, fica evidente que é questão de respeito, de ser patriótico e manter a informalidade até um limite. O famoso bom senso.
Obrigado, e aguardo sua crítica nos próximos posts!