Sobre o post

Informação do Autor

Marcia Ceschini, é graduada em Relações Públicas pela Unesp Bauru-SP, especialista em gerenciamento de marketing e planner digital na Chilli Comunicação em Araraquara - SP

O que há com a comunicação de marca?

O meu post de hoje é mais um questionamento para os colegas de comunicação.  O que está acontecendo com a comunicação de marca pelo crescimento e exposição nas redes sociais?

Em que momento, os profissionais de comunicação e marketing da empresa X, resolvem que contratar o engraçado meme X da semana para seu anúncio vai impactar na sua marca? Ok, isso aproxima do seu público jovem, mas não o faz escolher sua marca na gôndola.

Outra empresa de marca esportiva aborda blogueiros para fazer um post sobre seu lançamento e pede que  use o produto por uma semana, depois devolva para outro blogueiro usar e fazer o testemunhal.

Vemos marcas e mais marcas meterem os pés pelas mãos na ânsia por um número alto de curtir, de compartilhamento, de seguidores.  É hora de questionar , assim quando surgiu a responsabilidade social, o que realmente é interesse de comunicação de marca o que é desejo de ser cereja do bolo?

É claro que o objetivo da comunicação de marca é mostrar a marca/empresa como cereja do bolo no segmento que atua, mas muitos profissionais estão perdendo a mão e indo atrás de fenômeno de rede, centrado nos hábitos de pessoas nas redes e não de marcas. Marcas não são pessoas, são ativos intangíveis e devem ser trabalhados com o maior cuidado possível.

Modismos passam. Comunicação de marca, não. O que me dizem os comunicadores, estou sendo conservadora demais ou devemos fazer um mea culpa?

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8 Respostas para “O que há com a comunicação de marca?”

  1. rodrigocogo #

    É absolutamente compreensível sua inquietação, Márcia. Até me lembrei de um assunto, que tomo a liberdade de agregar aqui nos comentários do seu post: os Indicadores de Sustentabilidade da Comunicação. Eles estão agrupados em quatro grandes dimensões: valores da agência, comunicação responsável, gestão interna e gestão da cadeia produtiva. Em Valores da agência, estão inclusos itens como incorporação da sustentabilidade e dos compromissos públicos aos valores e princípios éticos, incorporação da sustentabilidade à estratégia do negócio e envolvimento em políticas públicas e incorporação da cidadania ao negócio. Já em Comunicação responsável, constam política de comunicação, cuidados com a criança e a infância, representação e valorização da diversidade na comunicação, integridade da informação e liderança e influência social. Na parte de Gestão com colaboradores, vêm gestão participativa, cuidados com saúde, condições de trabalho e satisfação de funcionários, política de remuneração e benefício e compromissos com o desenvolvimento e a empregabilidade. Por fim, em Gestão com cadeia de valor, entram relações com a concorrência, relações com veículos e fornecedores, relacionamento com anunciantes, gerenciamento do impacto ambiental de seus processos e serviços, relações com o Estado e envolvimento em ações socioambientais. Há muito a ser aprendido sobre comunicação de marca, sobremaneira por aqueles que gerem a comunicação mercadológica. Pra quem interessar: http://www.indicadorsustentavelabap.com.br.

    16 de abril de 2012 at 13:09 Responder
    • Marcia #

      Olá Rodrigo

      É muito pertinente a sua colaboração. Temos que lembrar que comunicação é algo mais extenso que visibilidade.
      Cuidamos de algo muito frágil que é imagem institucional.
      Obrigada por comentar.
      Abraços

      16 de abril de 2012 at 17:42 Responder
  2. Márcia,

    eu me pergunto isso sempre e fico me achando um chato (não que não seja naturalmente rsrs). Acho que a gente pode usar um meme pra falar disso: "Você está fazendo isso errado"; mas também voltar para uma reflexão antiga: Engajamento/relacionamento X modismo/ganhos em curto prazo.

    Pra mim sempre foi e sempre será, cada vez mais, uma questão de ter o máximo com o menor tempo. fogo de palha mesmo, agora pra direita, agora pra esquerda, TODOS PULA… e assim vai!

    Pra mim seu relato e consequente constatação só evidencia ainda mais que nós, relações-públicas, temos um caminho gigante para seguir até mostrar a necessidade de planejamento em longo prazo, estratégia de marca, posicionamento, relacionamento com públicos, e por aí vai!

    eu partilho da mesma opinião. Exemplo recente: Recebi um e-mail, aqui no blog, numa sexta-feira fim do dia com uma pauta. Hoje de manha já estava sendo cobrado…. Gente…. Final de semana, descansar, VIDA ;-)

    beijos

    Pedro Prochno
    @prochno http://www.blogrelacoes.com.br

    16 de abril de 2012 at 17:02 Responder
  3. Marcia #

    Pedro

    Que bom. Eu achei que isso poderia ser ponto de vista de profissional mais velho.
    Eu realmente sou chata também com esses assuntos. A juventude deve ser sim, objeto de comunicação, mas nunca pautar como a empresa deve se pronunciar no mercado.
    Nesse sentido, eu creio que as redes sociais pecam. Pois número sem engajamento são só números.
    Beijos

    16 de abril de 2012 at 17:46 Responder
  4. Oi Ma!
    Prometi que ia comentar, cá estou eu ;)

    Concordo contigo! Acho que uma marca só deve usar memes e modismos se tiver esse perfil "fun", jovem ou quando realmente tem um motivo/apelo coerente! É a velha história também do bom senso e do olhar corporativo e não pessoal. Não é pq vc curtiu o meme que ele "cabe" no perfil da TW e FB da sua empresa, agência.

    Como bem disse, há essa ansiedade de estar inserido nas novidades de social media, de ter maior número de fãs, de likes…mas e o planejamento? Engajamento real? Enfim, vamos pensar mais em como lidar e ativar esse "ativo intangível" seja on ou offline para que tenha um retorno realmente relevante!

    Beijos ;)

    16 de abril de 2012 at 20:13 Responder
    • Marcia #

      Oi Lívia,

      Exatamente. O fun é para produtos de target jovens, mas sempre com a noção de que interação e likes não significa venda.

      Mas me preocupo muito com a comunicação de marca, mesmo (e principalmente) atuando com social media.

      Obrigada por comentar.
      Beijos

      18 de abril de 2012 at 10:34 Responder
  5. Nem só de virais e memes vive uma marca! Ainda bem! Um planejamento sistemático de comunicação que englobe o mix e que tenha continuidade, perenidade e constância é muito mais válido do que atingir apenas centenas ou milhares de pessoas por conta de um vídeo engraçado. To contigo e não abro, Marcinha. Beijos, @carolterra.

    17 de abril de 2012 at 14:31 Responder
    • Marcia #

      Olá Carol,

      Obrigada por comentar. Eu acho muito válido questionarmos esse tipo de comunicação. Juventude não pauta planejamento de marketing, pauta ação e com resultados breves. Diferente de uma comunicação de marca que é algo a longo prazo e sério, né?
      Nosso papel ficar em cima dessa qualidade na comunicação.
      Beijos

      18 de abril de 2012 at 10:36 Responder

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