Sobre o post

Informação do Autor

Relações Públicas pela Universidade Metodista e pós-graduado em MKT pela FGV. Trabalhei por quase 5 anos na gerência de Comunicação da Metodista, e migrei para área pública em 2009, na Prefeitura de São Bernardo do Campo, estou hoje aprendendo muito sobre o universo público e relações públicas governamentais além de vivenciar as funções de cerimonialista e mestre de cerimônias.

Ritos de passagem: Colação de Grau (parte I)

 

A tradicional festa da beca, conhecida pela maioria como colação de grau, é um momento único, marcante e especial. Trata-se do dia em que o formando finalmente recebe o seu grau de bacharel ou especialista, é um rito de passagem que merece ser abordado em várias etapas aqui no #blogrelacoes.

 

 

São diversos detalhes que permeiam a organização, quando reunidos e bem cuidados transformam o evento em uma festa especial e emocionante.

Para mim, a essência deste tipo de evento é constituída por um trinômio formado por: ORGANIZAÇÃO (Cerimonial, mestre de cerimônias, receptivo, segurança, equipe de foto e filmagem e staff), PESSOAS (os próprios formandos, autoridades e demais convidados) e INFRAESTRUTURA (Som, iluminação, decoração e ambiente).  3 pontos que em sintonia são fundamentais para o sucesso do evento. Não existe uma colação boa com som ruim ou sem autoridades, sem formandos e muito menos sem uma boa equipe organizadora.

Especialista na área, a Profa. Dra. Isildinha Martins (Coordenadora de eventos e formaturas da Univ. Metodista e também autora de manuais de formaturas da Instituição) afirma que:

“A organização dos detalhes anteriores e no dia, deixa os formandos calmos e a organização pode lidar com os imprevistos. O momento da solenidade é importante para toda a família. É o esforço recompensado. Os sentimentos afloram e ficamos felizes em proporcionar um evento inesquecível.”

O cerimonial
Existem protocolos específicos e diversos itens que compõe o cerimonial de uma solenidade de colação de grau.
Algumas Instituições mais tradicionais possuem equipes de eventos e regimentos próprios que orientam suas solenidades, mas a grande maioria, por não terem uma equipe organizadora, opta por terceirizarem com empresas especializadas neste nicho. O que existe em comum é a necessidade de uma comissão organizadora (o número de membros pode variar de acordo com o número de formandos da turma) que represente os interesses coletivos.

Mesa de honra
Sempre de a cordo com a ordem de precedência, geralmente é composta por:

  1. Reitor da Universidade ou Diretor da faculdade* – Autoridade máxima que irá presidir a mesa
  2. Secretário/a acadêmico/a – Não é uma regra, mas existem Universidades que mantém como tradição a presença da secretaria acadêmica neste rito.
  3. Coordenador/a do Curso* – Dependendo da solenidade, pode existir mais de uma turma, e por consequência a presença dos respectivos coordenadores;
  4. Patrono/Patronesse* (atenção, o feminino não é patrona!rs) – É uma figura importante para área acadêmica do curso, alguém em evidência, da Instituição ou de fora. Importante: o Patrono dará o nome a turma!
  5. Paraninfo/a* – É geralmente o professor/a de maior afinidade com a turma, um/a verdadeiro/a padrinho/madrinha dos formandos.
  6. Professores homenageados – Não existe uma regra em relação a quantidade, depende da regulamentação da Universidade, geralmente no máximo 4.
  7. Funcionário/a homenageado – No máximo 1 que represente o corpo administrativo da Instituição.
    *Quem necessariamente deve fazer uso da fala, além destes, fazem parte os alunos que serão escolhidos para representar a turma.
Script de como acontece uma colação:
1. Introdução do mestre de cerimônias
2. Composição da mesa de honra*
3. Entrada dos formandos* (Que pode ser acompanhada pelo/a paraninfo/a)
4. Palavra de abertura pelo presidente da mesa (autoridade máxima da Instituição)
5. Execução do Hino Nacional*
6. Palavra do coordenador (se houver)
7. Orador da turma
8. Paraninfo/a
9. Patrono/Patronesse
10. Homenagem aos mestres*
11. Homenagem aos pais* (Já fiz cerimoniais em que havia até homenagem aos avós e pais ausentes)
12. Leitura Juramento
13. Outorga de grau
14. Entrega dos diplomas*
15. Encerramento Oficial com a palavra do Presidente da mesa
16. E termina com o momento tradicional em que os recém formados jogam os capelos para o alto*
*Onde existe a necessidade de músicas

Existem diversas outras variáveis dentro de cada colação, dependendo do curso existem particularidades como; homenagem aos animais (Veterinária), passagem da lâmpada (Fármácia), homenagem ao residente (Medicina), premiações, entrega de carteiras profissionais, títulos etc.

A colação de grau é um dos ritos de passagem mais marcantes que já vivi, embora eu tenha tido a oportunidade de organizar e conduzir diversas colações antes da minha vez como formando, a emoção que senti foi maior do que eu esperava, acredito que a representação daquele momento, pelo peso de iniciar uma nova jornada e estar vivenciando uma linda festa com familiares, professores e amigos presentes é o verdadeiro brilho deste rito de passagem.

 

Ainda há muito que falar sobre colações de grau; o tempo de falas, os símbolos, trajes, gafes, gerenciamento de crises, discursos, tipos de músicas, a escolha de empresas de formaturas e muitos outros temas que abordaremos nos próximos posts. Agora estou curioso para saber de fatos e curiosidades de sua colação ou de solenidades deste tipo que já teve oportunidade em assistir, como foram??

Fotos: Mônica Rodrigues e Ás Formaturas.

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Uma resposta para “Ritos de passagem: Colação de Grau (parte I)”

  1. Fabio, parabéns pelo post!
    Eu acho que a colação é um dos eventos memoráveis da Faculdade e acredito que não só para os alunos, mas também para os pais e familiares, né?
    Às vezes, (alguns) discursos da galera dão uma quebrada nesse protocolo, como o da minha… hahaha… mas nada que uma bronca do diretor no final da colação não resolva!
    Aliás, o MC da minha colação foi você né… Foi muito legal, curti bastante a colação!
    Abraços

    17 de setembro de 2012 at 13:13 Responder

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