Sobre o post

Informação do Autor

Profissional de Relações Públicas, em atuação na Aberje, mestre em Ciências da Comunicação e especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional, ambos pela Escola de Comunicações e Artes da USP.

Histórias são contadas para dar sentido às ações

Em minha visão, ao se falar em storytelling organizacional está se trazendo à tona lógica de estruturação de pensamento e formato de organização e difusão de narrativa no ambiente de trabalho, por suportes impresso, audiovisual ou presencial, baseados nas experiências de vida próprias ou absorvidas de um interagente, derivando relatos envolventes e memoráveis. Isto não significa que não se possa trabalhar com histórias ficcionais.

Aliás, a Coca-Cola é uma marca que consegue transitar entre produções de narrativa da experiência e criações inventadas com desenvoltura. O mais importante seus estrategistas já descobriram: precisa atrair e abraçar os seus interlocutores com uma estrutura retórica interessante.

Coca-Cola: narrativa ficcional

Coca-Cola: narrativa da experiência

É preciso reconhecer, todavia, que a investigação sobre histórias em organizações, desdobrada em narrativas, histórias, relatos, contos, mitos, fantasias e sagas, é um tema ainda novo. As histórias que as pessoas contam sobre as relações sociais nas organizações precisam ser tratadas como narrativas que buscam construir sentido para as ações, tanto passadas como futuras, procurando plausibilidade para as experiências. Essa plausibilidade se refere a uma tentativa de transformar o inesperado em esperado, a busca da criação de uma trama, de uma seqüência socialmente aceitável das experiências vivenciadas na direção da produção de sentido.

Você já observou quais são as histórias que correm em sua organização, independente do esforço da área de comunicação em incentivá-las, sistematizá-las e divulgá-las?

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2 Respostas para “Histórias são contadas para dar sentido às ações”

  1. Rodrigo, boa tarde!
    Estou fazendo um trabalho de conclusão de curso, para o CVV, e nele contemplamos um plano de comunicação. Eu penso que o storytelling é uma ferramenta primordial e que vai nos ajudar muito a alcançar alguns objetivos de comunicação. A utilização dessa ferramenta com histórias verídicas, com pessoas que passaram e passam o dia a dia e as dificuldades do CVV seria interessante do ponto de vista interno, do auto conhecimento dessa "organização"… Esse tipo de faceta que você apresentou no post, seria de grande valia para conversarmos com outros públicos, como por exemplo: investidores/patrocinadores, possíveis voluntários, população…
    Realmente essa ferramenta de comunicação é emocionante!!!

    27 de fevereiro de 2012 at 14:02 Responder
  2. rodrigocogo #

    Valeu pelo comentário, Maurity. Veja só o que achei hoje pra completar sua fala e meu post: curso "Storytelling: ferramenta inovadora de comunicação para mobilizar pessoas e recursos – Técnicas para sensibilizar, motivar e engajar simpatizantes, apoiadores e parceiros através da comunicação" desenvolvido pela Fabiana Dias – http://www.dialogosocial.com.br/0Treinamentos/01_…

    27 de fevereiro de 2012 at 23:33 Responder

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